Fevereiro 22, 2008...8:02 pm

As difíceis pregas do saber – parte alguma

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Certa vez estive em um restaurante e pedi um sorvete estranho que vi no cardápio – não quis dar o gostinho de mostrar minha ignorância sobre aquele sabor e fazer o garçon desfiar seu novelo de informações sobre o tal sorvete “quaquei”. Pois sim. Encarei o desconhecido sabor e fui em frente; apenas fui descobrir quando provei um pouquinho daquela massa gelada…era QUEIJO QUALHO!! Sim! Eles inverteram o nome para confundir os incautos e fazê-los experimentar aquela iguaria meio fedida, devo confessar. O garçon ainda teve o topete de perguntar se eu já conhecia aquele sabor; respondi que conhecia muito mais do que ele poderia imaginar, pois o rei do queijo qualho mineiro era meu paciente. óbvio que ao ouvir isso as coisas mudaram e ele começou a me tratar como a Rainha da Inglaterra; trouxe-me até um tablóide inglês para ilustrar a conversa – no começo não entendi direito, mas depois ele me mostrou uma foto do rei do queijo coalho no caderno de economia. Ele foi logo me dizendo: “mas que maravilha saber que a senhora conhece o professor Romberto Canastra! Olha ele até saiu aqui no jornal como um dos mais ricos empresários do ramo dos queijos!”. Eu confesso que engoli em seco e disse: “ah mas que interessante ver o Bomberto aqui nesse tablóide…ele está bem melhor do que no ano passado com aquelas bolsas debaixo dos olhos que o deixavam com um aspecto extremamente cansado…”

O garçon parecia realmente adorar o tal Bomberto, pois me contou que ele havia feito” várias plásticas e algumas aplicações de botox na testa e nas bochechas”. Pensei em dar por encerrada a conversa, mas alguma coisa me dizia para eu dar corda, botar “pilha” naquele pinguin e fazê-lo revelar mais sobre o tal Bomberto. Falei sobre o crucifixo enorme que ele ostentava no pescoço e o garçon imediatamente me interrompeu dizendo que Bombertinho era muito religioso e foi paraninfo de crianças órfãs em uma escola na periferia de Varginha. Era incrível as coisas que ele sabia e que me contava como se estivesse no consultório em plena confissão dominical. Pois sim…após revelar-me quase tudo sobre Bombertinho, eu perguntei discretamente se ele era parente ou mesmo um amigo mais jovem do rei do queijo; e ele me respondeu: “eu nunca vi esse cara, apenas quis ter a certeza de que a senhora estava mentindo quando disse saber que aquele sorvete era de queijo coalho”

Nesse momento explosivo, imediatamente eu repliquei: “é uma pena que esteja duvidando de minha palavra; vou falar com Bombertinho que fui destratada em um de seus restaurantes e você será despedido; passe bem querido” e fui embora deixando aquele pinguin afogado em suas próprias fofoquinhas inventadas. E sobre o sorvete, foi a coisa mais horrível que experimentei na vida. Pois sim…detesto fofocas!

1 Comentário

  • Que p%##¨ é essa? Outro blog? Esse é temporário ou vai prostituir substituir o outro? Vai meter manter os dois? Exclareça-me, tia Lorelei! =)


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